Cientistas do Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, nos Estados
Unidos da América, criaram um rim através de bioengenharia e
transplantaram-no em ratos.
O dispositivo conseguiu produzir urina e teve uma eficiência equivalente a 23% dos rins naturais dos animais que o receberam.
Martin
Birchall, um cirurgião da University College London, acredita que com
este tipo de tecnologia e com estes avanços o novo rim poderá ser
testado em humanos daqui a cinco anos. João Cabete, vice-presidente da
Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR), diz que qualquer
projeto que tenha como objetivo ajudar os doentes é bem-vindo, mas como
estes estudos já duram há muitos anos é difícil que seja algo imediato.
"É sempre uma esperança, mas a longo prazo", afirmou.
Para
o presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação, Fernando
Macário, os resultados deste projeto são uma excelente notícia para os
milhares de doentes.
O dispositivo foi criado
através de rins dos próprios animais, que foram limpos de todas a
células vivas. O próximo passo é testar estes rins em animais maiores e
depois em humanos. "Se esta tecnologia puder ser programada para
enxertos nas dimensões do ser humano, os pacientes com insuficiência
renal que estão à espera de rins de dadores poderiam teoricamente
receber um órgão por encomenda", afirmou o doutor Harald Ott,
coordenador desta pesquisa, que foi publicada na revista científica
‘Nature Medicine’.
Segundo o mesmo investigador,
como o tecido do rim reciclado é de-senvolvido a partir de células do
próprio doente, a necessidade de medicamentos antirrejeição, que evitam
que o sistema imunológico veja o novo órgão como estranho e invasor,
será eliminada. Por isso o projeto é também apresentado como uma forma
de reduzir a despesa na Saúde.
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