O AC Milan conseguiu uma importante vantagem na eliminatória da
Liga dos Campeões ao vencer o Barcelona por 2-0 com golos de Kevin
Prince Boateng (57’) e Muntari (81').
A eliminatória parecia partir desequilibrada desde o início.
Desde as “odds” das casas de apostas aos jornais espanhóis e italianos,
todos davam o AC Milan condenado perante a arte e engenho do Barcelona.
Nada mais errado e 95 minutos provaram-no.

Como bom anfitrião, o AC Milan convidou o seu adversário a
acomodar-se para lá da linha do meio campo. A iniciativa de jogo e o
domínio da posse de bola eram totalmente do Barcelona, mas era só isso
mesmo. Os milanenses esperavam-os depois à entrada da sua área bem
unidos entre setores.
A estratégia resultou na perfeição na primeira parte, em termos
defensivos. Se por um lado a equipa de Jordi Roura acabou a etapa
inicial com 67% de posse de bola, por outro somou apenas dois remates à
baliza, contra três do seu opositor. E mesmo que os contra-ataques não
estivessem a sair bem aos rossoneri, valiam-se do facto de a sua baliza
estar inviolada.
Na segunda parte Allegri aperfeiçoou, ou melhor, refinou a
estratégia. Depois da arte de bem defender, veio a arte de bem atacar, e
foi tempo para ver o Barcelona - coisa rara - perder um pouco o seu
norte.
Boateng abriu o ativo com um remate aos 57 minutos, beneficiando
de um ressalto de bola na mão de Zapata, o que levou os jogadores
catalães a protestarem muito.
Depois foi Muntari (81’) a deitar abaixo psicologicamente um
Barcelona que já mostrava por si só algum nervosismo. Uma jogada
coletiva de arregalar os olhos a quem gosta de futebol com El Shaarawy a
assistir Muntari e este a concluir da melhor forma.
San Siro vibrava com este resultado. Até final o AC Milan soube
cumprir a estratégia que trazia pensada: defender de forma consistente
com os vários setores da equipa próximos entre si para fechar as linhas
de passe que o Barcelona sabe aproveitar tão bem.
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