Os registos goleadores de Cristiano Ronaldo nos encontros mais
recentes com o Barcelona já eram assinaláveis, mas nesta terça-feira
ainda foram melhorados. O português marcou os dois primeiros dos três
golos com que o Real Madrid derrotou (1-3), em pleno Camp Nou, o seu
grande rival, apurando-se, depois do empate a um golo na primeira mão da
meia-final, para a final da Taça do Rei.
A
partir de Maio, a prova espanhola vai ter novo dono: ou a equipa de
José Mourinho ou o Atlético de Madrid ou o Sevilha, que hoje discutem a
outra vaga para o jogo do título — os colchoneros visitam o Ramón
Sánchez Pizjuán com um golo de vantagem (2-1).
Fábio Coentrão também foi titular e esteve bem, enquanto Pepe, no dia
do seu 30.º aniversário, jogou alguns minutos, mas o destaque do duelo
foi para o madeirense, que sofreu e converteu um penálti logo aos 13’ —
cometido por Gerard Piqué — e aumentou a vantagem aos 57’, garantindo
praticamente a passagem à eliminatória seguinte. Mas o Real chegou mesmo
ao 0-3 (68’), através de Raphael Varane, que também já tinha marcado na
primeira mão e facturou num cabeceamento na sequência de um canto,
antes de Jordi Alba apontar o golo de honra dos catalães a um minuto dos
90’
Ronaldo partilhava com Messi — que esteve abaixo do que é
habitual, apesar de ter sido protagonista da primeira grande
oportunidade do jogo logo aos 2’ — o recorde de jogos consecutivos a
marcar de um jogador visitante no grande clássico de Espanha, mas agora
já não. O internacional português festejou golos seus pela sexta vez
seguida no Camp Nou (com os de ontem, soma oito golos nas últimas seis
visitas ao estádio blaugrana). Mas o n.º 7 do Real Madrid, equipa que já
não vencia por uma diferença de dois golos no terreno do rival desde
que Zidane e McManaman frustraram os culés nas meias-finais da Liga dos
Campeões de 2001-02, já era detentor isolado de outra marca notável,
agora aumentada: no último jogo do campeonato entre os dois clubes
tornou-se o primeiro atleta de sempre a marcar em seis clássicos
consecutivos e agora elevou a fasquia para sete.
Tal como em
Milão, de onde saiu com uma derrota comprometedora para a continuidade
na Europa, o Barcelona voltou a não demonstrar o nível revelado na
primeira parte da época, que lhe valeu praticamente a conquista do
título espanhol. Não conseguiu, na maioria das vezes, entrar como gosta
na área do adversário e várias vezes teve de optar por remates de fora
da área. O Real sobreviveu ao tal lance inicial de Messi (a bola passou
ao lado) e a uma falta infantil de Di María sobre o seu compatriota que
esteve a centímetros de ser penálti antes de ganhar vantagem com o
castigo máximo. A história do jogo talvez fosse diferente se o árbitro
Undiano Mallenco tivesse marcado um penálti por uma carga de Xabi Alonso
sobre Pedro quando a desvantagem do Barça ainda era tangencial, mas
pode dizer-se que o resultado foi justo.
Messi não esteve longe de
empatar através de um livre directo antes do intervalo, mas os
visitantes conseguiram muitas vezes ser perigosos no contra-ataque.
Fábio Coentrão teve uma oportunidade para fazer o 0-2 no início do
segundo tempo, mas foi “apertado” por um adversário e o remate saiu
frouxo. Depois de ter tentado várias vezes a sua sorte na primeira
metade, Ronaldo bisou numa recarga de pé esquerdo depois de um primeiro
remate de Di María, que aproveitou a sua velocidade para trocar as
voltas a Puyol. Foi o 12.º golo de Ronaldo contra o Barça ao serviço do
Real, o que lhe permitiu separar-se de Hugo Sánchez e Juanito na lista
histórica dos merengues em clássicos e igualar Santillana — à sua frente
mantêm-se Puskas (14), Gento (14), Raúl (15) e Di Stéfano (18).
Varane,
central francês de 19 anos, coroou uma performance espectacular nesta
eliminatória com mais um golo, depois de um canto apontado por Özil. O
Barça precisava de marcar quatro golos em pouco mais de 20 minutos e só
teve força para um: Alba facturou num bom remate, após passe de Iniesta.
Sábado há novo clássico, agora no Bernabéu. .
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